A vitrine é uma forma de comunicação direta com o cliente. Para chamar sua atenção de maneira atrativa e eficiente é necessária muita criatividade, planejamento e adequação da ideia ao público da loja.
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Boas ideias nem sempre querem dizer custo elevado. São inúmeras possibilidades de materiais que podem ser usados e estão sempre à disposição. Para conseguir um bom efeito é necessário ter, pelo menos, um conhecimento básico sobre montagem de vitrines e o instinto criativo é fundamental. Observando alguns exemplos é possível captar ideias para despertar a criatividade e desenvolver vitrines atrativas e baratas.
Na loja da marca Havaianas, as próprias sandálias formavam flores sobre uma parede limpa. Um material que pode dar bons resultados é o bambu. Ele pode ser facilmente encontrado em casas especializadas em jardinagem. Montando divisórias com o material, é possível criar espaços diferenciados.
Materiais inusitados também podem fazer a diferença na hora de montar uma vitrine. Na imagem a seguir pode- se observar o uso de balões de festa: azuis para definir o masculino e vermelhos para o feminino. No entanto, os balões têm necessidade de serem trocados com periodicidade, já que murcham com o tempo.
Na loja da Mitsukoshi, cordas coloridas, sobre um fundo e um piso de tons fortes relacionaram- se com as estampas dos modelos expostos nos manequins. Já a Louis Vuitton encheu sua vitrine com limões artificiais. Forrar o chão com bolinhas de ping-pong ou materiais semelhantes, além de outras frutas artificiais, por exemplo, podem ser uma alternativa simples e barata, mas ainda assim criativa.
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As lojas Shiseido e Mitsukoshi trabalharam ambas com guarda- chuvas, mas de maneiras diferentes, de acordo com o efeito pretendido. A Lacoste utilizou o próprio produto para produzir sua vitrine evidenciando ainda mais seu nome. Não foi preciso nenhum material em especial, e o produto era o foco da exposição.
Em tempos em que a sustentabilidade e o politicamente correto são atitudes em alta, nada mais correto que reciclar. A loja da Diesel criou um painel com garrafas PET no fundo da vitrine, com água colorida. Uma solução simples e prática, que pode se adaptar ao produto que está sendo exposto.
O papel é um material simples e de fácil acesso. Além disso, pode ser encontrado nas mais diferentes cores, tamanhos e formatos. Na vitrine abaixo, o papel foi usado para confeccionar cataventos. Quando se opta por materiais mais simples, é fundamental dar uma atenção especial aos acabamentos. Eles devem ser primorosos, para que as atenções não sejam dirigidas para os itens mal feitos, em vez do produto exposto.
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É importante levar em conta a estação das coleções expostas. A vitrine deve receber as sensações que estão ligadas à estação em questão. As vitrines de inverno, por exemplo, que já estão sendo produzidas, geralmente passam sensações de aconchego, conforte e elegância, considerando as texturas dos materiais a serem usados e o tipo de estabelecimento: couros e madeiras são a cara do inverno, mas se a loja não tiver um estilo clássico, não adianta investir nesse tipo de material. Galhos e folhas secas são elementos icônicos de outono inverno, e podem se sobressair se usados de maneiras não convencionais. Na imagem a seguir, a vitrine utiliza um jogo de texturas entre as placas do fundo e o trigo. Ambos tem tons e texturas que caracterizam o inverno.
Cores frias também podem fazer parte de uma composição de vitrine de inverno, utilizadas para dar pontos de contraste e chamar a atenção. A sensação de conforto é transposta para dentro do espaço e o produto é apresentado de um modo que se encaixa na estação.
As fotografias em preto e branco trazem um clima de nostalgia e bem outonal para a vitrine, remetendo diretamente à estação.
Criatividade desperta, é hora de ter novas ideias e começar a trabalhar, mantendo o foco no produto e no cliente e tentando fugir do convencional.
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Zackary Casper Redação